Refletindo sobre autoestima e dicas para melhorá-la.
- psifernandaralcant
- 2 de out. de 2024
- 4 min de leitura
Diferente do que muitas pessoas pensam, a autoestima não está relacionada somente com a forma como percebemos nossa aparência física, ela diz respeito ao modo como nos percebemos em diversos aspectos da vida como: trabalho, estudos, relacionamentos interpessoais e pessoais, dentre outros. A autoestima está diretamente ligada à auto valorização e avaliação de nós mesmos.
Uma autoestima elevada nos torna mais resilientes, tornando mais fácil lidar com desafios, aumentando a flexibilidade para mudanças ocorridas ao longo da vida, nos dando mais coragem para arriscar e maior segurança para se relacionar com outras pessoas etc… Já uma pessoa com baixa autoestima está mais suscetível a lidar pior com críticas, com situações de estresse e com dificuldades que venham a surgir. São pessoas que têm dificuldade em acreditar e utilizar seu potencial, muitas vezes agindo com o que podemos chamar de “auto-sabotagem”.

A baixa autoestima faz com que a pessoa esteja sempre em dúvida sobre si, se diminuindo e está ligada diretamente com as inseguranças. Uma pessoa insegura em um ou mais aspectos da vida, tende a duvidar de si mesma, se vendo como incapaz de sustentar uma posição, se arriscar, até mesmo falar sobre suas ideias. A pessoa possui uma autocrítica elevada e sempre se compara com os outros de forma negativa, pensando em sua insuficiência e como não é boa no que faz.
A falta de autoestima gera fragilidade emocional e transforma a vivência em algo desgastante, cheia de auto dúvida e a necessidade excessiva de aprovação, porém, apesar de ser um problema por si só, essa situação pode deixá-la vulnerável a outras questões, como: Depressão, auto-sabotagem, ansiedade, insatisfação com a própria vida, sensação de não pertencimento, entre outras.
Uma famosa citação que remete à baixa autoestima é: “ A gente aceita o amor que acha que merece”- As vantagens de ser invisível. Apesar de estar falando sobre relacionamentos amorosos, podemos ampliá-la para todas as áreas de nossa vida, se não nos vemos como merecedores vamos nos contentar com pouco no trabalho, na escola e em diversas áreas.
Não existe receita de bolo ou fórmula mágica, entretanto algumas mudanças podem ser feitas com o objetivo de melhorar a autoestima. Um dos pontos de partida é olhar para si e tentar entender de onde vem essas inseguranças, se tornar mais consciente do que te afeta te ajuda a planejar os próximos passos e ver quais mudanças são necessárias. Abaixo citarei algumas delas:
Se priorizar: Não é fácil fazer isso, especialmente se você está acostumado a se anular para agradar aos outros, porém é importante olhar para si e suas necessidades. Podendo ficar em situações desconfortáveis e desagradáveis, fazendo o que não queremos e nos afastando cada vez mais de nós mesmos. O que gera sentimentos de culpa e insatisfação, prejudicando cada vez mais nossa relação conosco e com o mundo.
Exercite seu potencial: Todo mundo tem algo que faz bem e gosta de fazer, é importante dedicar um tempinho para fazer algo que você se sinta confiante na execução, assim cada vez mais você vai ficar seguro para explorar novas atividades e vai se sentir mais confiante para tentar coisas que têm mais dificuldade. É necessário ter essa noção de que nem tudo nós conseguimos fazer com facilidade, somos melhores em algumas coisas do que em outras e isso é comum, ninguém é bom em tudo e a busca pela perfeição é algo prejudicial.
Evite piadas autodepreciativas: Essa vai principalmente para os millenials, com o advento das redes sociais, especialmente o Twitter, ficou cada vez mais comum fazer piadas sobre suas inseguranças e pontos em que não se sente tão bem, pode parecer algo inofensivo, porém continuar repetindo falas e pensamentos negativos sobre você vai reforçar a ideia já introjetada que você não é capaz. Uma mudança de pensamento precisa de um esforço consciente para não se deixar cair em velhos padrões e a ver suas potencialidades.
Defina metas possíveis: Ao fazer planejamento sobre suas atividades defina metas pequenas e possíveis de serem alcançadas, isso vai te dar uma noção sobre o que consegue fazer e um sentimento de dever cumprido. Pense no que é viável e factível para o período de tempo em que planejou, por exemplo: Se seu desejo é ler mais coloque como meta ler X páginas ao dia e não ler um livro inteiro, pois muito provavelmente você não terá tempo hábil para realizar essa tarefa e ao falhar você automaticamente começará a se julgar e imaginar que não consegue fazer nada, o que é desestimulador para continuar seguindo seus objetivos.
Tenha momentos de lazer: Tirar um tempinho para respirar e fazer algo que te ajude a relaxar é importante para o descanso do corpo e da mente, possibilitando que pense melhor sobre sua vida. O momento de descanso é necessário para conseguir focar em tarefas e objetivos.
Evite comparações: Pode parecer algo simples, mas não é. Uma pessoa com baixa autoestima terá mais propensão a sempre se comparar de forma negativa com outras pessoas, imaginando que os outros são melhores em tudo e que está aquém, o que aumenta a sensação de desprezo e despreparo. Ademais, não possuímos uma visão clara sobre a vida alheia, tornando mais fácil imaginar que eles são melhores ou tudo é mais fácil..
Sei que o processo de aumento de autoestima e busca de uma melhor relação consigo não é fácil, falar é muito mais fácil que fazer, esse é um processo de mudança que requer tempo e dedicação. Os problemas com a autoestima não surgem de uma hora para outra, a percepção de alguém sobre si mesmo começa a ser formada desde a infância e em sua maior parte está associada a fatores externos e suas relações sociais. É uma construção que levou toda a vida para ser feita e consolidada e para ser ressignificada também levará certo tempo.
Por fim, seja gentil com você, o fato de se dar conta da necessidade de mudança e estar atento a você já é o primeiro passo. Conte com a ajuda de um profissional durante essa jornada.




