É engraçado como em muitas das vezes em que nos pedem para falar sobre nós mesmos há um breve momento de pânico em que nos perguntamos" Mas quem sou eu? O que posso falar sobre mim?" É claro que as vezes é um nervosismo referente a situação, como uma entrevista daquele emprego que você quer muito ou uma apresentação para um novo grupo, mas as vezes é difícil pensar sobre si até quando se está sozinho.
O autoconhecimento tem diversos níveis, desde os mais básicos aos mais complexos, e nem sempre é fácil acessar esses níveis. Se conhecer vai para além de saber qual comida você gosta, quais suas preferências para músicas, filmes e televisão, ultrapassa a barreira de saber a cor favorita, como vai sua saúde física e de quem você gosta. Autoconhecimento também é saber como você reage em situações de estresse, é saber porque acredita no que acredita, é entender seu modo de funcionar, conhecer suas potencialidades e suas dificuldades.
É difícil pensar em si, olhar para dentro e entender mais profundamente quem você é, do que gosta, como você quer se posicionar no mundo, entre outras questões. Um dos motivos dessa dificuldade existir é porque tem sempre alguém que queremos agradar: família, amigos, chefia, outros... A aceitação é algo que buscamos para nos sentir pertencentes a um grupo, porém nessa jornada é fácil se perder de si e esquecer porque a aceitação de certos grupos de pessoas é tão importante.
Há uma pressão externa para que nos moldemos em um certo formato, entretanto, por mais complicado que pareça nós temos ação sobre nós e no ambiente propício podemos nos entender e ser quem realmente somos. Esse é um dos objetivos da terapia, fornecer um ambiente livre de julgamentos que possibilite essa reflexão e a aproximação da pessoa que você quer ser.